Argentina apresenta as metas do acordo com o FMI

BUENOS AIRES – O governo argentino apresentou, nesta quinta-feira, as 34 páginas do Memorando de Políticas Econômicas e Financeiras pactuado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre os pontos previstos nas metas estão a igualdade de condições entre homens e mulheres, a autonomia do banco central, dólar flutuante e redução de subsídios à energia — o que significa que se devem esperar novas altas de gás e eletricidade.Na semana passada, o FMI fechou um acordo para liberar uma linha de crédito de US$ 50 bilhões à Argentina. O socorro ainda precisa da aprovação da diretoria do organismo, o que deve acontecer no dia 20 deste mês.Segundo o documento, a primeira parcela — de cerca de US$ 15 bilhões — será usada como apoio orçamentário, e o resto ficará como reserva de precaução, mas não para uso imediato.Também se insiste que “se planeja sustentar o gasto em assistência social” e que, “no improvável caso” de que a situação social se deteriore, a Argentina se compromete a destinar recursos adicionais ao financiamento dos programas de assistência sociais mais efetivos.O texto solicita ainda, com todas as letras, que o “FMI respalde a Argentina em meio deste panorama internacional desafiante”. Entre os fatores que justificam isso estão a pressão dos mercados financeiros, a seca severa, as condições globais, a valorização do dólar e a alta da curva de rendimento dos títulos americanos.Alguns compromissos assumidos pelo governo argentino:InflaçãoForam adotadas formalmente novas metas para o índice de preços ao consumidor (IPC). Para este ano, o objetivo é igualar ou ficar abaixo das expectativas atuais do mercado (27%). No fim de 2019, a taxa deve ser igual ou menor do que 17%, e 9% em dezembro de 2020.DólarContinua o câmbio do tipo flutuante, e o país afirma que as vendas de moedas serão bastante limitadas para acomodar as pressões do mercado.Crescimento da economiaA expectativa é que, este ano, a expansão do PIB argentino fique entre 0,4% e 1,4%.Política fiscalO país vai buscar acelerar o ritmo da redução do déficit primário. O objetivo é zerar o rombo das contas em 2020. Para isso, o governo propõe reduzir o gasto público. Eles acreditam que o esquema fiscal de médio prazo permitirá reduzir a dívida pública bruta como porcentagem do PIB, a partir de 2018, chegando a 55,8% do PIB até o fim de 2021. A Argentina também buscará alongar o vencimento dos títulos, otimizar o custo dos passivos e aumentar a porcentagem da dívida pública nacional denominada em pesos.
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