Após nomeação do Estado, nova diretoria da Fuvs começa a trabalhar em Pouso Alegre, MG


Presidente do conselho diretor afirmou que vai colaborar com a Justiça nas investigações envolvendo supostas irregularidades na instituição. A nova diretoria da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (Fuvs) começou a trabalhar nesta segunda-feira (24). Os membros foram nomeados na última sexta-feira (21) pelo Governo de Minas Gerais.
A Fuvs existe há 50 anos e faz a gestão três instituições de ensino, entre elas a Universidade Vale do Sapucaí (Univás). A fundação administra também o Hospital Samuel Libânio, considerado pela nova diretoria o maior desafio para os próximos quatro anos.
O novo presidente da Fuvs é o delegado de Polícia Civil José Walter da Mota Matos. Os outros dois conselheiros são funcionários da fundação. A eleição deles foi questionada na Justiça e por isso o conselho só foi nomeado agora.
“O questionamento que havia, que era com relação à forma como foi conduzido o processo eleitoral, ele se encerrou a partir do momento que o Governador do Estado, conforme prevê o estatuto da fundação, reconheceu o resultado da eleição que ocorreu aqui”, explica Matos.
Após nomeação do Estado, nova diretoria da Fuvs começa a trabalhar em Pouso Alegre
Reprodução/EPTV
Desde março de 2017, a fundação era administrada por um conselho provisório. A antiga diretoria foi afastada das funções depois de mudar o estatuto da Fuvs e tirar do Governo do Estado a escolha dos conselheiros.
“A gente vem trazer estabilidade para a instituição. E agora a gente fica mais fácil também de correr atrás de recursos porque é um conselho efetivo e que tem duração até 2022”, afirma o conselheiro Lucas da Silveira.
Sindicância da Fuvs apontou supostas irregularidades
Claudemir Camilo/EPTV
Sindicância
Um dos últimos atos da diretoria provisória foi a abertura de uma sindicância interna para apurar possíveis desvios de medicamentos e materiais hospitalares da farmácia do Samuel Libânio, no período em que o atual prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões (PSDB), foi presidente da fundação.
A sindicância apurou que, a pedido do prefeito, a diretora executiva da fundação e atual secretária de saúde, Silvia Regina Pereira da Silva, determinava aos funcionários da farmácia a retirada de medicamentos e materiais sem prescrição médica.
Nas audiências, os funcionários ouvidos relataram que esses materiais eram entregues a Rafael Simões. Essas denúncias já foram entregues ao Ministério Público e serão acompanhadas pela nova diretoria.
“A nossa missão, além de administrar, é prestar todas as informações que a Justiça requisitar. E isso será feito com muita tranquilidade, com muita transparência, priorizando os interesses públicos”, conclui Matos.
Sindicância apontou supostas irregularidades em protocolos de atendimento
Claudemir Camilo/EPTV
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