Após não de Renato, Flamengo corre risco de começar novo ano sem técnico favorito


Desde que Muricy Ramalho aceitou comandar o Flamengo, na renovação de mandato
da atual diretoria, em 2016, o Flamengo não começa uma temporada com a primeira
opção de treinador. A negativa de Renato Gaúcho, que ontem confirmou a renovação
no Grêmio, é mais um episódio que ilustra a dificuldade de planejamento para
este cargo no clube. Mesmo com eleição nos próximos dias, o plano A das duas
chapas favoritas naufragou. Abel Braga é o plano B, especialmente da oposição, e
Dorival Júnior é reconsiderado e reavaliado pela situação. O caso remonta ao fim de 2015, quando houve a promessa de que Jorge Sampaoli estava fechado com a
chapa de Wallim Vasconcellos. Com a doença cardíaca de Muricy Ramalho, Zé
Ricardo assumiu como interino e emplacou 2017. No no fim do ano passado, Rueda o
substituiu, mas não seguir em 2018 ao optar pela seleção do Chile. O Flamengo
começou a atual temporada com Carpegianni, que seria coordenador de futebol.Este deu lugar ao novo interino, Barbieri, que foi sucedido por Dorival
Júnior novamente em fim de temporada. O atual treinador, contudo, não era nem o
plano B. Estava atrás de Renato e Abel. Agora, voltou a ser levado em conta, uma
vez que Abel tem certa resistência de parte da torcida. A frustrante negativa de Renato Gaúcho anulou a decisão das chapas de Ricardo
Lomba e Rodolfo Landim sobre o treinador. Ambos davam o acordo como certo. Mas o
uso político da possível contratação e a falta de autonomia pesaram para o
treinador renovar com o Grêmio. Portaluppi preferiu manter-se próximo a uma
diretoria em que confia e tem carta branca. O técnico sabia que se ficasse manteria toda sua comissão técnica. E se
viesse teria que trazer apenas seu auxiliar, Alexandre Mendes. A questão
financeira não foi decisiva. O Grêmio conseguiu chegar próximo da contrapoposta
feita por Renato, e o acordo foi selado, com promessa de reforçar ainda mais a
equipe pelo presidente Romildo Bolzan, que tem mais um ano de mandato.No Flamengo, o candidato da chapa rosa Ricardo Lomba não chegou a descartar
publicamente a permanência de Dorival Junior por entender que ele pode ser uma
opção de longo prazo se houver uma melhor gestão do elenco, para evitar
problemas como o que o goleiro Diego Alves protagonizou. Com esse ajuste, o
trabalho e os resultados pesam a favor. Por sua vez, Abel Braga, que já foi
procurado ao longo da temporada e negou os convites, é opção. Os membros da chapa roxa de Rodolfo Landim também não descartaram a
permanência do atual treinador, mas há ressalvas. Até algumas semanas atrás
havia conversas mais adiantadas com Abel Braga, que devem ser retomadas em
breve. A oposição chegou a fazer uma pesquisa junto a sócios nos últimos dias
para saber quem eram os treinadores preferidos. Nela, citou Abel, Renato,
Dorival e Vanderlei Luxemburgo. Este último, porém, tem poucas chance s de
retornar. A verdade é que o Flamengo começará 2019 sem o treinador dos sonhos. A
eleição que decide o novo presidente é dia 8 de dezembro.
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