Apesar de protestos, França promulga reforma trabalhista

FRANCE-REFORM_LABOUR-MACRON-CABINETPARIS – O presidente francês Emmanuel Macron assinou na manhã desta sexta-feira o documento que promulga a reforma trabalhista no país, apesar do protesto de milhares de pessoas na quinta-feira. Em seu escritório no Palácio Elysee, em Paris, Macron assinou cinco decretos destinados a impulsionar o crescimento de oferta de empregos, em sua primeira grande reforma econômica desde que assumiu o poder, em maio. macron-2209

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A reforma, adotada através do método acelerado que evita o longo processo de debate legislativo, será publicada no Diário Oficial na próxima semana, entrando imediatamente em vigor.

Esta reforma do código trabalhista flexibilizará as demissões e as contratações, reforçará o papel negociador das empresas sobre as condições de trabalho e limitará as indenizações por demissão improcedente.

Os sindicatos dizem que com a reforma se dará todos os poderes às empresas, retirando direitos dos trabalhadores.

Na quinta-feira, mais de 130 mil pessoas se manifestaram em todo o país para exigir a retirada do projeto. No primeiro dia de protesto, em 12 de setembro, cerca de 220 mil pessoas foram às ruas convocados por sindicatos de trabalhadores.

Cinco pontos polêmicos da reforma trabalhista na França

O governo, contudo, garante que as reformas impulsionarão as contratações e frearão o desemprego na França, que afeta 9,5% da população ativa, enquanto a média europeia é de 7,8%.

A opinião pública está dividida. Segundo uma pesquisa recente do BVA, a maioria dos entrevistados acredita que essas reformas aumentarão a competitividade da França, mas não melhorarão as condições de trabalho dos empregados.

A reforma do código trabalhista é uma parte fundamental da agenda de Macron e o primeiro passo de uma revisão mais geral do modelo social da França.

Fonte: O Globo Apesar de protestos, França promulga reforma trabalhista

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