Análise: Organizar leilão de petróleo e baixar tarifa de energia são mais urgentes


BRASÍLIA – Área de expertise do futuro ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, o setor nuclear está longe de ser o principal problema e maior desafio de sua gestão à frente da pasta. A indicação dele para o cargo foi feita nesta sexta-feira pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. Os setores de petróleo e de energia elétrica têm questões urgentes para serem resolvidas.O almirante Bento terá que conduzir a organização de um megaleilão de petróleo no pré-sal com potencial de arrecadação que chega a R$ 100 bilhões. Parte desse dinheiro já foi prometida pelo governo eleito para estados e municípios. Apesar do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, ter tomado para si as discussões sobre o assunto, cabe à Minas e Energia definir em detalhes a licitação. O setor de petróleo, que viveu sob o governo Michel Temer a retomada dos leilões para exploração, passa agora pela expectativa do que irá fazer a gestão Bolsonaro na área. Outros dois leilões de óleo e gás estão programados para 2019. É o Ministério de Minas e Energia (MME) que vai dizer se as rodadas estão mantidas e decidir tecnicamente cada passo das licitações, consideradas importantes para a retomada de investimentos em estados como o Rio de Janeiro.O militar também assume o MME após a disparada na conta de luz, que vem subindo muito acima da inflação em praticamente todos os estados desde 2015. A profusão de subsídios no setor elétrico é um dos maiores responsáveis por esses preços. Caberá ao Ministério de Minas e Energia encontrar uma solução estrutural para frear as altas.Solução que também é esperada para hidrelétricas. Com chuvas abaixo da média nos últimos anos, essas usinas têm gerado menos energia do que estava definido em seus contrato. Isso gerou um passivo que deve chegar a R$ 38 bilhões neste ano, a maior parte dele colocado nas tarifas de energia.O governo Bolsonaro terá ainda que dizer o que fará com a privatização da Eletrobras, maior empresa do setor elétrico da América Latina. A arrecadação de R$ 12 bilhões esperada com a operação já está prevista no Orçamento de 2019.Diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, o almirante Bento Costa já vai encontrar uma solução desenhada para retomar as obras de Angra 3. O governo atual já autorizou dobrar a tarifa que irá remunerar a usina, de maneira a atrair um investidor externo para colocar R$ 15 bilhões e concluir a obra. Nesse desenho, tudo continua sob controle do Estado, como determina a Constituição.
Leia a notícia completa em O Globo Análise: Organizar leilão de petróleo e baixar tarifa de energia são mais urgentes

O que você pensa sobre isso?