Amigos homenageiam estudante da Uerj morto em comunidade do Rio

viva.jpgRIO — Uma cerimônia em homenagem a estudante de Artes Visuais da Uerj, Matheus Passareli, de 21 anos, — executado ao entrar em uma comunidade no bairro de Piedade, na Zona Norte do Rio — foi marcada para quarta-feira, às 18h, na Capela Ecumênica da universidade, no Campus do Maracanã, na Zona Norte do Rio. Nas redes sociais, amigos e familiares escreveram mensagens de carinho e tributo a Matheusa, como era tratada. Estudante desaparecida

O irmão de Matheusa, Gabriel Passareli escreveu um texto, no domingo, dizendo que o aluno da Uerj havia sido executado ao entrar em uma comunidade no bairro de Piedade, na Zona Norte. O jovem era não-binário — entendia que sua identidade de gênero não é nem de homem nem de mulher, e, sim, de uma pessoa. Em uma postagem no Facebook, Gabriel Passareli disse que, segundo informações recebidas da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), o corpo teria sido queimado. O motivo do crime ainda é investigado.

Os organizadores da homenagem na Uerj pedem que os amigos usem roupas coloridades para o culto: “Não é lutom é luta”.

Matheusa sumiu na madrugada de 29 de abril, ao sair do aniversário de uma amiga na Rua Cruz e Souza, no Encantado, na Zona Norte, por volta das 2h30m. De acordo com Gabriel, o estudante se despediu dos amigos dizendo que não se sentia bem.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) confirmou a morte de Matheus Passareli. Segundo a Polícia Civil, Matheusa foi morta na madrugada do domingo ao sair de uma festa no morro do 18, na Zona Norte.

HOMENAGENS A “THEUSINHA”

A UERJ divulgou uma nota em que lamenta “o desfecho do desaparecimento” da morte da estudante de Artes Visuais. Segundo a instituição, “esta é mais uma manifestação da realidade de violência e desigualdade que se alimenta das distorções socioeconômicas do país e que, em nosso estado, atinge proporções cada vez mais alarmantes”.

“Mais uma mente, mais um coração jovem perdido! Mais uma ruptura dolorosa que impõe a reflexão sobre o que a sociedade precisa fazer pelos seus jovens! Já! O amor de Matheus pela universidade pública, como espaço para realização do sonho profissional e de afirmação dos talentos das mais diferentes personalidades e perspectivas, foi declarado e vivido, sempre apaixonadamente, quando circulava pelos corredores da UERJ.

Não podemos aceitar a violência, a degradação das pessoas e de seus direitos. Tratar os jovens com respeito e dignidade, dando a todos a oportunidade de frequentarem as escolas e universidades, de viverem com saúde e segurança a plenitude de seu potencial, é mais do que uma agenda. É uma escolha crítica de qual é o futuro que queremos para nós mesmos”.

Nas redes sociais, amigos e pessoas que acompanhavam o trabalho da estudante prestaram homenagens.

Um internauta escreveu que já havia recebido a informação a alguns dias. Ele escreveu um poema em homenagem a Matheusa.

“Hoje veio a público a notícia da morte da Theusinha, eu sinceramente já havia tido notícias a alguns dias, mas parece que a dor veio de novo, aperto no coração, sensação de impotência e tristeza profunda! Não conhecia muito ela mas tinha um carinho imenso. Trocávamos gostoso online. Gente precisamos trazer pra prática fortalecimento e responsabilidade afetiva! Quando soube da morte dela escrevi um poema”, escreveu.

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