'Amamos a Damares, mas não é indicada nossa', diz líder da bancada evangélica


BRASÍLIA – A bancada evangélica nega qualquer interferência na indicação de
Damares Alves, assessora parlamentar de Magno Malta (PR-ES), ao Ministério da
Mulher, Família e Direitos Humanos. Ela foi anunciada na tarde desta
quinta-feira. Deputados da frente aprovam o nome, mas ainda sentem que Bolsonaro
ignorou a “listra tríplice” com suas indicações.A Frente Parlamentar Evangélica indicou, na semana passada, três nomes para o
Ministério da Cidadania: Gilberto Nascimento (PSC-SP), Marco Feliciano
(Podemos-SP) e Ronaldo Nogueira (PTB-RS). Bolsonaro passou por cima dos
evangélicos, porém, e nomeou Osmar Terra (MDB-RS) para a pasta. Havia alguma
expectativa de que essas indicações poderiam ser aproveitadas na definição da
pasta de Direitos Humanos, o que não ocorreu.- Nós indicamos deputados federais, porque são pessoas que podem somar na
votação do plenário. Se o Bolsonaro escolhe um intelectual, como Ricardo Vélez
(Educação) ou Damares, melhor ainda – afirmou Takayama (PSC-PR), líder da
bancada. — Amamos a Damares, ela tem grande atuação na frente, mas não é
indicada nossa.Damares Alves trabalha no Congresso Nacional há mais de 20 anos e transitou
por diferentes gabinetes ligados à causa evangélica. Tem amizade de longa data
com Jair Bolsonaro, segundo ela mesma. Magno Malta não foi consultado por
Bolsonaro sobre a possibilidade de Damares se tornar ministra. Coube a ela pedir
a bênção do senador, assim que recebeu o convite para o ministério, na semana
passada.Em conversas reservadas com aliados, Magno Malta se queixou de não ter sido
consultado pelo presidente eleito sobre o nome de Damares, apurou o GLOBO. Disse
que, se foi indicada, é por mérito próprio. O senador e Bolsonaro não se falam
desde que Malta fez uma “oração da vitória” no dia da eleição. – Se Damares foi indicada, que bom. O presidente tem todo o nosso apoio em
suas decisões – afirmou o pastor Marco Feliciano.
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