Acusados de matar delegado aposentado com tiro na nuca passam por júri popular em Rio Branco

Júri popular ocorre na 1ª Vara do Júri, no Fórum Criminal de Rio Branco. Delegado Félix da Costa foi morto na propriedade dele em março de 2016. Delegado Felix Alberto da Costa, de 64 anos, foi achado morto na Estrada Transacreana, em Rio Branco
Arquivo pessoal
Os três acusados de matarem o delegado Félix Alberto da Costa, em março de 2016, são julgados na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco, nesta terça-feira (29). O júri popular começou por volta das 8h e deve se estender durante o dia todo.
Costa era delegado aposentado quando foi encontrado morto na propriedade dele, que fica na zona rural de Rio Branco. Dois dias depois, a polícia apresentou Antônio da Conceição e Valderlir Souza como responsáveis do crime. Os dois negaram, mas a polícia disse que eles tinham sido acusados pela vítima de furtar gado de fazendas.
Uma mulher também está sendo julgada pelo crime. Ao G1, a filha do delegado, Michelle Papa da Costa, contou que a família espera que os acusados sejam condenados pelo crime. Além dela, a ex-mulher e outra filha do delegado acompanham o julgamento no Fórum Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).
“A testemunha que estava com meu pai no momento fez o reconhecimento na delegacia, mas devido passar um lapso no tempo quando teve a instrução aqui no júri ele voltou atrás e continua mentindo e negando. É visível que ele está protegendo alguém ou se protegendo. Queremos que isso seja resolvido”, afirmou.
Michelle lembrou ainda que o júri foi marcado após ela ir para as redes sociais e protestar contra a demora do julgamento. Na postagem, a filha cobrou também um posicionamento dos Diretos Humandos sobre a situação.
“Ele serviu o Estado por pelo menos uns 35 anos, foi uma pessoa que deu a vida dele. Então, se era uma pessoa pública que deu a vida por esse Estado não vai ser agora que vão fazer essa injustiça com ele. Tanto que demorou para marcar o júri, precisei fazer um desabafo na rede social para poder marcarem o júri”, pontuou.
Antonio Conceição (à esqueda) e Valderlir Souza (à direita) são apontados como autores da morte de delegado
Caio Fulgêncio/G1
Leia a notícia completa em G1 Acusados de matar delegado aposentado com tiro na nuca passam por júri popular em Rio Branco

O que você pensa sobre isso?