Acusados de corrupção, ex-prefeito de Belém Duciomar Costa tem bens leiloados pela Justiça

Avaliados em quase R$14 milhões, os bens são uma fazenda no nome do ex-prefeito e ex-senador localizada no nordeste do estado, além de lotes e salas comerciais que pertencem à esposa e cunhada dele. Duciomar Costa chega à Polícia Federal em uma cadeira motorizada.
Victor Furtado/O Liberal
Bens avaliados em R$13,7 milhões do ex-senador pelo Pará e ex-prefeito de Belém Duciomar Costa (PTB), e de pessoas e empresas ligadas a e ele, serão leiloados por determinação da Justiça Federal. Os bens são dois lotes urbanizados, treze salas comerciais em Belém e uma fazenda em Nova Timboteua, no nordeste do estado. Aplicações financeiras e imóveis continuam bloqueados pela Justiça.
Duciomar foi preso temporariamente em dezembro de 2017 pela Operação Forte do Castelo, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter coordenado esquema de desvio de dinheiro público durante a gestão na prefeitura. Foram mais de R$400 milhões desviados. O montante é quatro vezes o valor do portal da Amazônia. A defesa de Duciomar nunca se pronunciou sobre as acusações.
Na época, Duciomar chegou à PF em uma cadeira de rodas. No dia seguinte à prisão, o ex-prefeito e a esposa saíram do presídio para cumprir prisão domiciliar. O casal alegou problemas de saúde e saíram de carro do presídio Anastácio das Neves, em Santa Izabel.
Segundo a Justiça, os bens que vão a leião foram relacionados pela operação Forte do Castelo. Duciomar e outros oito foram presos acusados de corrupção.
A fazenda Tanguará está no nome do ex-prefeito e tem 713 hectares, localizada na rodovia PA-324. Junto a ela, será leiloado mais de 2,6 mil cabeças de gado em criação no local. A valor estimado pelo MPF pela venda é de R$5 milhões.
Já os lotes ficam em um condomínio no bairro de Val-de-Cans, em Belém e estão avaliados em um mínimo de R$1,6 milhão. Já as salas comerciais tên entre 33 a 72 metros quadrados e ficam em um edifício no bairro do Marco, avaliados entre R$285 mil e R$613 mil. Os lotes e as salas pertencem à empresa Sistema Brasileiro de Construção (SBC), que tem como sócias-proprietárias a companheira de Duciomar, Elaine Baia Pereira, e a irmã dela, Ilza Baia Pereira, também presas pela operação.
O valor arrecadado, segundo o MPF, deve ficar depositado em juízo. Se os acusados foram condenados, os recursos devem ser revertidos aos cofres públicos, para ressarcimento dos desvios.
Entenda o caso
Duciomar Costa foi prefeito de Belém por dois mandatos entre 2005 e 2012. Costa é réu em 19 processos, somente na Justiça Federal. Segundo o MPF, Costa responde a processos criminais, ações civis públicas e ações de improbidade por problemas na aplicação de recursos da saúde e de diversos convênio federais, desde a inclusão digital a obras de recuperação do patrimônio histórico.
Na operação Forte do Castelo, foi identificado que entre os projetos que tiveram recursos desviados estão as obras do sistema BRT, do Portal da Amazônia, de revitalização da orla de Belém, e de exploração de gás metano no aterro sanitário do Aurá.
Em dezembro de 2017, a operação prendeu preventivamente o ex-prefeito; a companheiraElaine Baia Pereira; a cunhada Ilza Baia Pereira; Délcio Donato Pantoja Oliveira, dono da empresa ST Sistemas e Transportes.
Também conduziu coercitivamente Márcio Barros Rocha, ex-assessor, candidato a suplente ao Senado no lugar de Duciomar e dono de agência de publicidade; Jean de Jesus Nunes, ex-assessor de Duciomar e sócio da BA Meio Ambiente; Yuseff Leitão Siqueira, dono da empresa I9 Mais; Edson Marinho Filho, gerente da empresa Andrade Gutierrez.
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