Acordo com a Boeing pode ser assinado até o fim do ano, prevê presidente da Embraer


SÃO PAULO — O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, disse nesta terça-feira que a expectativa da companhia é que a venda do segmento de aviação comercial para a Boeing seja aprovada até o fim do ano. Silva afirmou que os termos do acordo serão apresentados ao atual governo e à equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, e a previsão é que a assinatura do acordo ocorra ainda no governo do presidente Michel Temer.

— Estamos no processo de finalização das negociações com a Boeing e vamos apresentar as condições ao atual governo, que deve dividir as informações com o governo de transição. Ambos vão avaliar a operação e a expectativa é que ela seja aprovada e o acordo assinado ainda este ano — disse o presidente da companhia durante conferência de apresentação de resultados do terceiro trimestre. Embraer 3010

O provável futuro ministro da Defesa de Bolsonaro, general da reserva do Exército Augusto Heleno, disse na segunda-feira que o presidente eleito é a favor do acordo e que poderia ser aprovado ainda no mandato de Michel Temer. Mas ele fez a ressalva de que o negócio tem que ser favorável para o país.

— Tem que ver os termos desse acordo, o acordo tem que ser favorável, tem que ter alguma coisa que seja vantajosa para o país — disse Heleno à agência Reuters.

A Embraer assinou em julho passado um memorando de entendimento para a formação de uma joint venture com a Boeing na área de aviação comercial. A Boeing teria 80% da nova empresa, enquanto a Embraer ficaria com 20%. O governo tem a chamada Golden Share na Embraer, ação de classe especial, com o poder de barrar a transação. Após a aprovação, a Embraer deverá convocar uma assembleia extraordinária de acionistas, em 30 dias, o que na previsão de Paulo Cesar Souza deve ocorrer também até o final deste ano.

— Nossa expectativa é que após a aprovação da assembleia e dos órgãos reguladores, o negócio esteja totalmente concretizado no segundo semestre de 2019 — afirmou.

Silva disse que até lá não haverá impacto para as operações atuais da Embraer e que as entregas de aeronaves já contratadas estão mantidas. No terceiro trimestre do ano, a Embraer registrou prejuízo líquido de R$ 84 milhões, principalmente devido à entrega de menos jatos comerciais no período.


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