Abraji repudia ataques virtuais a jornalistas de agências de checagem

FILES-US-RUSSIA-POLITICS-INTERNET-FACEBOOKRIO — A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou quarta-feira nota de repúdio aos ataques virtuais contra jornalistas e colaboradores de agências de checagens. Os ataques começaram após o anúncio da parceria entre o Facebook e as agências Lupa e Aos Fatos e foram feitos por meio do próprio Facebook e de outras plataformas, como Twitter e WhatsApp.

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As mensagens classificam a iniciativa de checagem como “tentativa de censura da direita”, atribuindo às agências e a profissionais que as compõem o rótulo de “esquerdistas” . E incitam o público a reagir. Entre os alvos dos ataques estão os perfis pessoais de colaboradores dos veículos em redes sociais, que foram expostos junto a afirmações falsas e ofensivas.

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“Para a Abraji, a crítica ao trabalho da imprensa é válida e necessária. Ao incitar, endossar ou praticar discurso de ódio contra jornalistas, porém, aqueles que reprovam as iniciativas de checagem promovem exatamente o que dizem combater: o impedimento à livre circulação de informações”, diz a nota.

Segundo a Abraji, os ataques pecam ainda pela imprecisão: “O programa do qual a Aos Fatos e a Lupa fazem parte não envolve a retirada de conteúdos do Facebook ou o impedimento à publicação. De acordo com o próprio Facebook, conteúdos identificados como falsos continuarão disponíveis no feed de notícias; mas não poderão ser patrocinados. Quem quiser compartilhá-los receberá um alerta de que a veracidade da informação foi questionada”.

Na nota, a associação ressalta também que os critérios de checagem das agências são públicos e atendem aos requisitos da International Fact Checking Network (IFCN), entre eles o apartidarismo. E explica que a a IFCN é parte do Poynter Institute, um dos mais renomados centros de formação e aprimoramento do jornalismo.


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