Taxistas e motoboys apoiam manifestação e estudam paralisação

76946332_PA São Paulo SP 24-05-2018 Quarto dias de greve dos caminhoneiros Movimento em Posto de.jpgSÃO PAULO – Interessados na redução dos preços dos combustíveis, taxistas e motoboys estudam aderir ao movimento de greve dos caminhoneiros, que chegou nesta quinta-feira ao quarto dia.

Algumas das categorias de transportes autônomos devem fazer uma manifestação de apoio à paralisação nesta sexta-feira à tarde, em frente à sede da Petrobras, na Avenida Paulista. Na noite de ontem, a Petrobras anunciou a redução de 10% no preço do diesel.

Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto SP, que representa os motoboys do estado, confirma que a intenção é ‘pegar carona’ no movimento. A categoria deve se reunir em assembleia amanhã à tarde para decidir se adere ao movimento grevista.

— O aumento dos combustíveis é uma mordida que atinge o bolso de todos trabalhadores, inclusive nós motoboys. A nossa categoria recebeu um reajuste de 2%, enquanto a gasolina subiu 50% – disse Gilberto. — Eu defendo a paralisação de qualquer jeito porque não vai ter gasolina de qualquer jeito – concluiu.

Presidente do sindicato dos taxistas, Natalicio Bezerra, também garante que apoia o movimento, mas ainda demonstra incerteza em relação à possibilidade de paralisação.

— Vamos nos reunir amanhã (sexta-feira) para decidir se aderimos ou não – disse Natalício.

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo disse que apoia o movimento, mas informou que não vai participar da greve.

A Força Sindical também convocou uma manifestação em apoio aos caminhoneiros. O ato está previsto para esta tarde em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista.


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Caminhoneiros têm apoio de empresários e parlamentares

BRASÍLIA — A falta de uma liderança nacional dos caminhoneiros — que promovem uma paralisação desde segunda-feira — dificulta uma solução rápida para o problema. O movimento tem apoio de empresários do setor do transporte e de alguns parlamentares, mas está fragmentado entre diversas associações. O perfil “rodoviarista” do país é o que dá força à movimentação, disse um representante do setor.

Um exemplo da fragmentação dos caminhoneiros é o fato de que dez entidades representativas participaram da reunião realizada na quarta-feira no Palácio do Planalto para discutir soluções para a crise. O movimento ganhou a adesão dos empresários do setor de transporte, da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).]

Os líderes que estão respondendo pela paralisação, da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, e da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, admitem não ter o controle dos filiados. Por isso, alguns excessos estão sendo cometidos, como bloqueio de alguns pontos nas estadas, impedimento de passagem de caminhões com produtos perecíveis e carga viva. A ordem da direção é que os protestos sejam pacíficos. A CNTA diz representar um universo de um milhão de caminhoneiros e a Abcam, cerca de 600 mil. Mas, muitos agem por conta própria e por isso, há dificuldades de acabar com greve.

Segundo os dirigentes das entidades, o movimento não tem ligações políticas, mas eles mantém interlocuções no Congresso, com o deputados como Nelson Marquezelli (PTB-SP) — que foi relator da Lei dos Caminhoneiros —, Valdir Colatto (MDB-SC) e Assis Couto (PDT-RS). A categoria também passou a ter o apoio dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Na quarta-feira, depois da reunião no Planalto, alguns líderes da paralisação fizeram uma investida no Congresso e conseguiram emplacar o fim do PIS/COFINS no projeto da reoneração da folha de salários, votado pela Câmara, apesar dos apelos do governo.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, descartou, na quarta-feira, uma intervenção federal, com o uso das Forças Armadas, por exemplo, para resolver o problema de desabastecimento. Padilha diz apostar no diálogo. Contudo, a Abcam reclama que procurou o governo na semana passada em busca de providencias e não obteve retorno. A entidade lega ainda que desde outubro do ano passado, busca uma alternativa as reajustes diários do diesel por parte da Petrobras, sem qualquer êxito. Na avaliação de interlocutores do Planalto, há um sentimento de que a população apoia o movimento porque o aumento do preço da gasolina afeta todos os cidadãos, o que torna o governo refém dos fatos.


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Morgan Freeman é acusado de assédio sexual e comportamento inadequado

SÃO PAULO – Dezesseis mulheres acusam Morgan Freeman de assédio sexual e comportamento inapropriado, de acordo com uma reportagem pubicada hoje no site da CNN. Oito delas seriam vítimas, e as outras oito testemunhas da suposta má conduta do ator.

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A jornalista Chloe Melas, que assina a reportagem com An Phung, é uma das pessoas que sofreram assédio de Freeman e que contam sua versão da história. Melas diz que o ator a teria assediado mais de um ano atrás, quando ela o entrevistou durante uma turnê de imprensa (também conhecida como junket) do filme “Despedida em grande estilo” (2017).

Segundo a repórter da CNN, Morgan fez observações desagradáveis sobre a sua gravidez enquanto a cumprimentava em uma sala cheia de gente — incluindo os atores Alan Arkin e Michael Caine. “Como eu queria estar aí dentro”, teria dito ele, no momento em que segurava a mão dela. As câmeras gravaram apenas uma das observações.

Em outro caso, uma assistente de produção que trabalhara no set de “Despedida em grande estilo” alegou que Freeman a tocava sem que ela permitisse e fazia comentários sobre seu corpo de forma habitual. Ela disse que o ator colocava a mão na parte de baixo das suas costas e, uma vez, tentou puxar a sua saia para ver se estava usando calcinha.

“Sabíamos que, quando ele vinha para o set, não deveríamos usar blusas apertadas e com decote, nem usar nada que mostrasse nossas nádegas. Ou seja, nada que fosse justo.”, disse ela.


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Gwyneth Paltrow: após tentativa de assédio, Brad Pitt chegou a ameaçar Harvey Weinstein de morte

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RIO — A atriz Gwyneth Paltrow revelou mais detalhes do assédio que alega ter sofrido do produtor Harvey Weintein. Desta vez, ela contou como seu então namorado, Brad Pitt, enfrentou o todo-poderoso de Hollywood.

“Se alguma vez você voltar a importuná-la eu te mato”, teria dito Pitt a Weinstein, segundo afirmou a atriz ao programa do radialista norte-americano Howard Stern.

O caso teria acontecido após ela contar ao ator sobre uma tentativa de assédio que teria sofrido do produtor, revelado por ela no ano passado. A atriz, então com 22 anos, havia sido contratada pelo americano para oprotagonizar o filme “Emma” (1996)

“Tivemos um incidente em um quarto de hotel, onde ele tentou se aproveitar de mim”, disse, afirmando que ele pediu que ela lhe desse uma massagem. “Foi estranho, eu estava sozinha em um quarto com ele. Foi do nada. Fiquei chocada.”


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Prejuízos causados pelas paralisações no transporte são irreparáveis, alerta CNA

BRASÍLIA – Se as paralisações dos caminhoneiros já causam estragos nas prateleiras dos supermercados, para os produtores nacionais de alimentos, os prejuízos são irreparáveis, segundo representantes do setor. Existe o temor de que se repita o que aconteceu em 2005, quando os bloqueios nas estradas causaram um prejuízo de R$ 1 bilhão, por falta de abastecimento de combustíveis e insumos, perda de produtos perecíveis, mortalidade de animais e suspensão de atividades de frigoríficos.

— Os prejuízos do movimento grevista aos produtores e à economia nacional são irreparáveis. Por mais que o movimento seja seja legítimo, entendemos que é importante que a liberdade de ir e vir seja garantida, pois isso prejudica a segurança alimentar. Várias plantas e frigoríficos fecharam as portas e haverá impacto tanto no mercado doméstico como na exportação — alertou a superintendente técnica adjunta da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Natália Fernandes.

Entre as preocupações do setor, está o escoamento da safra de grãos. A colheita do milho “safrinha”, por exemplo, vai começar nos próximos dias. E muito produtores de soja, que se planejaram para escoar a produção a fim de disponibilizar os armazéns para a chegada do milho, estão impedidos pela greve.

— As rações não estão chegando aos animais, como aves e suínos, e o abate também está comprometido. Quando falamos em proteína animal, são produtos perecíveis, que não podem ser armazenados por muito tempo. O leite, por exemplo, não pode ficar no tanque por mais de 48 horas. E já há descartes de produtos nas próprias estradas, como batatas, frutas e hortaliças — disse a técnica.

Segundo a CNA, além da questão do impacto dos aumentos dos preços dos combustíveis sobre o frete e, por consequência, a produção nacional, as condições das estradas não ajudam. Embora o modal rodoviário represente 61,1% da matriz de transporte, 61,8% da extensão das rodovias brasileiras têm algum tipo de deficiência na pavimentação, na sinalização ou na geometria da via.

Os técnicos da entidade afirmam que a má condição das rodovias brasileiras reduz a segurança viária e aumenta o custo de manutenção dos veículos. Com isso, cresce o consumo excessivo de combustível, lubrificantes e outros insumos.

Dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostram que, nas piores rotas, o desperdício médio de combustível é de 5%. Este percentual corresponde a um consumo desnecessário de 832,30 milhões de litros de diesel.


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Governo demite servidor do INSS que liberou pagamento à empresa sediada em distribuidora de bebidas

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, exonerou ontem o servidor do INSS Ornon Vasconcelos, que era gestor do contrato de R$ 8,8 milhões firmado pelo órgão com a RSX Informática Ltda. Ornon é o segundo integrante do quadro do INSS a ser demitido depois de O GLOBO ter revelado que o órgão pagou R$ 4,6 milhões à empresa sem receber qualquer produto em contrapartida. Vencedora do contrato milionário para fornecimento de um programa de computador ao INSS, a empresa estava registrada no mesmo endereço de um pequeno estoque de bebidas, em Brasília, e não tinha condições de produzir e entregar os produtos para o qual foi contratada.

Além da demissão do ex-presidente do INSS Francisco Lopes e do gestor do contrato, Ornon Vasconcelos, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já recebeu o pedido de demissão do diretor de Atendimento do INSS, Ilton Fernandes. O GLOBO revelou na semana passada que a demissão de Fernandes não foi consumada ainda porque a Casa Civil não quer contrariar os interesses do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), que é o padrinho político das indicações no INSS.

O negócio com a empresa foi formalizado em contrato assinado no dia 13 de abril. Dez dias depois, o diretor de Atendimento do INSS, Ilton Fernandes, e o gestor nomeado do contrato com a RSX, Ornon Vasconcelos, assinaram um documento no qual atestaram o suposto recebimento de quatro licenças de software da RSX e liberaram o pagamento de R$ 4,6 milhões à empresa. Técnicos do INSS, no entanto, confirmaram que o documento foi redigido e o dinheiro liberado sem que nenhum produto tivesse sido entregue ao órgão.

Como a reportagem revelou na semana passada, quando verificou o volume de recursos envolvidos no negócio e o tipo do programa de computador que seria comprado, a área técnica do INSS alertou o presidente para a falta de amparo técnico ao negócio, a possível inutilidade da compra para o órgão e o risco de desperdício de dinheiro público.

— O sistema foi adquirido sem prova de conceito, ou seja, sem mostrar tecnicamente qual ganho, de fato, o programa traria para o INSS. Qual vantagem da compra para o instituto que justifique o gasto de R$ 8 milhões? — diz um servidor do INSS sob a condição do anonimato.

Alertado duas vezes para os problemas, o ex-presidente resolveu agir. Não como os técnicos esperavam. Em vez de ampliar os estudos técnicos e interromper o processo de contratação da RSX, Francisco, segundo técnicos do INSS, teria retirado poderes dos órgãos encarregados de avalizar a contratação e determinado pessoalmente, com a ajuda de um servidor de sua confiança, a assinatura do contrato

Braço-direito de Lopes, o diretor de Atendimento do órgão, Ilton Fernandes, o mesmo que assinou a liberação do dinheiro à empresa, assinou memorando em fevereiro conferindo poderes a si próprio para deliberar sobre a “aquisição de solução de segurança integrada”, o produto que viria a ser comprado da RSX Informática dois meses depois. Segundo assessores da área técnica do INSS, o ato de Ilton foi determinante para que o presidente do INSS pudesse prosseguir com a contratação da RSX à revelia dos pareceres da área técnica.

— O presidente do INSS não só ignorou os pareceres técnicos, como nomeou alguém para viabilizar a contratação — diz outro servidor do INSS que pede sigilo ao seu nome, para não sofrer retaliações.
Nesta quarta-feira, O GLOBO obteve documentos que mostram que o contrato com a RSX permanecia ativo no INSS, mesmo depois de o ex-presidente do órgão ter anunciado o cancelamento do negócio. Lopes se justificou dizendo que encaminhou toda a documentação para encerrar o contrato, mas, por causa da demissão, não teve como terminar o processo, que teria de ser concluído pela atual presidente em exercício do órgão, Karina Braido. Depois da publicação da reportagem, o Ministério do Desenvolvimento Social confirmou que o negócio ainda estava ativo e prometeu adotar medidas. A presidente em exercício do INSS suspendeu os pagamentos, mas não cancelou o contrato.

O GLOBO procurou Ilton Fernandes e Ornon Vasconcelos para comentar seus despachos no processo de contratação da RSX, mas não obteve retorno. Em nota, a RSX negou que não tenha entregue as licenças ao INSS.


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Light vai restringir serviços por conta da falta de combustível

RIO — A Light informou que vai restringir, a partir de hoje, seu atendimento devido à falta de combustível para sua frota. O desabastecimento é causado pela paralisação dos caminhoneiros, que também pode prejudicar o fornecimento de água no estado. Segundo a empresa, vai ser acionado um plano de contingência para atender serviços considerados essenciais, como hospitais, delegacias e escolas. Além de emergências que coloquem em risco a segurança de outras pessoas, como postes que apresentem risco de queda. O fornecimento de energia, de acordo com a concessionária, não será afetado.

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Operação da linha Arariboia-Praça Quinze será suspensa no fim semana

Com greve de caminhoneiros, passageiros enfrentam dificuldade para embarcar em ônibus

Sem combustível na garagem, ônibus recorrem a posto de gasolina no Méier para abastecer

Passageiros têm dificuldade para embarcar em ônibus

Segundo a Light, serviços agendados, como instalações de relógios de luz, sofrerão restrições a partir de hoje. Reparos na rede de eletricidade que não ofereçam riscos também serão afetados.


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Aeroporto de Brasília tem reservas de querosene de aviação até as 17h

BRASÍLIA – A Inframérica, empresa que administra o Aeroporto de Brasília, informou nesta quinta-feira que as reservas de combustível seguem escassas e o contingenciamento do querosene de aviação (QAV) no terminal aéreo está mantido. Segundo a Inframérica, as reservas de querosene estão garantidas apenas até as 17h desta quinta-feira. O estoque informado às 11h era de 330 mil litros.

Apesar da limitação no reabastecimento, segundo nota da empresa, ainda não há prejuízo às operações aéreas.

“Em conjunto com companhias aéreas e empresas de combustível decidiu-se que somente pousarão no Aeroporto de Brasília aeronaves com capacidade para decolar sem a necessidade de abastecimento no Terminal brasiliense”, diz a nota.

Ainda no comunicado eles informam que a frota de caminhões que traz o combustível para as aeronaves continua retida no Entorno do DF por conta do protesto dos caminhoneiros . Nos últimos dois dias, apenas nove caminhões chegaram ao aeroporto sob escolta policial. Diariamente, o terminal recebe uma média de 20 caminhões.

O Aeroporto de Brasília registrou até ao meio dia desta quinta-feira apenas cinco atrasos e um voo cancelado, sendo que nenhum deles é resultado da paralisação dos caminhoneiros.

*Estagiário sob supervisão de Francisco Leali


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